A PAIXÃO SEGUNDO A.B.
Essa mulher sabe que por ela / sou capaz de tudo / sou capaz até / de atravessar a Rua dos Gusmões / lendo Ali Babá e os Quarenta Ladrões /
Hoje vivo no abandono / um vira-lata sem dono / e pra me judiar, Pafunça / nem meu nome tu pronunça /
Doutor, eu vou lhe ser franco / por essa nega eu já vi muito branco / subir parede lisa de tamanco /
Com a corda mi do meu cavaquinho / fiz uma aliança pra ela / prova de carinho /
De lembrança guardo somente suas meias e seu sapato / Iracema, eu perdi o seu retrato /
E no chão, bem perto do fogão / encontrei um papel escrito assim / pode apagar o fogo, Mané, / que eu não volto mais /
Teu olhar mata mais do que bala de carabina / que veneno estricnina / que peixeira de baiano / teu olhar mata mais do que atropelamento de automóver / mata mais que bala de revólver /
Pode ficar com tudo que te dei / pode ficar até com meu colchão / eu voltei somente pra pegar / meu cachorrinho, meu cobertor e meu violão /
Sem ela eu não posso ficar / sem meu violão /o que é que eu vou fazer / a malvada quer / que eu troque o samba / pelo iê-iê-iê /
Eu sou a lâmpida / e as mulher é as mariposa / que fica dando vorta em vorta de mim /toda noite só pra se esquentar /
Um dia Deus pegou Adão, tirou uma costela e fez a mulher. Desde então o homem trabalha pra ela. Vai daí o homem reza todo dia uma oração: “se quiser tirar de mim alguma coisa de bom, que me tire o trabalho, a mulher não!”
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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
HOJE É DIA DE VISITA - 2
quinta-feira, 23 de julho de 2009
AVISO AOS NAUFRAGANTES
PÉROLAS RUBINATAS
Adoniran Barbosa, que se chamava João Rubinato e não existe mais, cantou a sua São Paulo, que ficava em São Paulo e também não existe mais. Foi assim que os dois ficaram pra sempre.
“Minha mudança é tão pequena / que cabe no bolso de trás.”
“Amanhã vou trabalhar se Deus quiser. / (Mas Deus não quer.)”
“Hoje eu vivo no abandono / um vira-lata sem dono / e pra me judiar, Pafunça, / nem meu nome tu pronunça.”
“Doutor, eu vou lhe ser franco, / por essa nega eu já vi muito branco / subir parede lisa de tamanco.”
“Essa mulher sabe que por ela / sou capaz de tudo, / sou capaz até / de atravessar a rua dos Gusmões / lendo Ali Babá e os Quarenta Ladrões...”
“E no chão / bem perto do fogão / encontrei um papel escrito assim: / pode apagar o fogo, Mané, / que eu não volto mais.”
“Minha maloca / a mais linda que eu já vi / hoje está legalizada / ninguém pode demolir. / Minha maloca / a mais linda desse mundo / ofereço aos vagabundos / que não têm onde dormir.”
“Eu sou a lâmpida / e as mulher é as mariposa...”
Adoniran Barbosa, que se chamava João Rubinato e não existe mais, cantou a sua São Paulo, que ficava em São Paulo e também não existe mais. Foi assim que os dois ficaram pra sempre.
“Minha mudança é tão pequena / que cabe no bolso de trás.”
“Amanhã vou trabalhar se Deus quiser. / (Mas Deus não quer.)”
“Hoje eu vivo no abandono / um vira-lata sem dono / e pra me judiar, Pafunça, / nem meu nome tu pronunça.”
“Doutor, eu vou lhe ser franco, / por essa nega eu já vi muito branco / subir parede lisa de tamanco.”
“Essa mulher sabe que por ela / sou capaz de tudo, / sou capaz até / de atravessar a rua dos Gusmões / lendo Ali Babá e os Quarenta Ladrões...”
“E no chão / bem perto do fogão / encontrei um papel escrito assim: / pode apagar o fogo, Mané, / que eu não volto mais.”
“Minha maloca / a mais linda que eu já vi / hoje está legalizada / ninguém pode demolir. / Minha maloca / a mais linda desse mundo / ofereço aos vagabundos / que não têm onde dormir.”
“Eu sou a lâmpida / e as mulher é as mariposa...”
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